lilaebanda

 
 

MINHA HISTÓRIA

COTO CONTRACAPA CD2007- VOL. 08 - PERDÃO PRA DOIS
COTO CONTRACAPA CD2007- VOL. 08 - PERDÃO PRA DOIS

Nasci em Serra Talhada, sertão de Pernambuco sob o signo de touro, em 30 de abril, às 14:30 horas, com o nome na certidão de Idalice Nogueira Nunes.

O APELIDO LILA: Quando criança, Tia Lila, uma prima de meus pais, que vinha sempre nos visitar, além dos presentes que ela nos trazia, me dengava fazendo todas as minhas vontades, aí quando ela ia embora, eu chorava o dia inteiro chamando por ela, daí meus irmãos pra me deixar mais chorosa ainda, começaram a me apelidar de Lila.

A FAMILÍA: Sou a quinta filha de Dona Luzia, merendeira aposentada da escola São Pedro, onde estudei o primário, e de Seu Manoel do Cipó (in memória), que nos sustentava com dignidade com seu caminhão chevrolet, transportando os passageiros e o que produzia na fazendo Cipós e região.
Os meus Irmãos pela ordem: Iracy, Iracema, Amaury (in memória), Manoel Filho, Eu, Ilda, Cipriano e Inêz. Até o momento tenho 14 sobrinhos e 06 sobrinhos netos, sendo minha mãe bisavó dos mesmos.
E como a vida tem seu lado triste, já chorei a dor de perder meu pai aos 52 anos de idade, em 11/02/1976 de acidente, e meu amado irmão Amaury aos 42 anos de idade em 11/08/1999 de infarto.

O AMOR PELO VIOLÃO: Mais ou menos com 08 anos de idade, ficava fascinada vendo Isabel (autora da música E Foi Assim) tocando e cantando com seu violão, também deixava ela danada da vida, quando eu passava os dedos nas cordas do violão e saía correndo pra não levar uns cascudos. Comecei a guardar dinheiro pra comprar um violão, um dia peguei o dinheiro que eu tinha e fui na loja, voltei triste pra casa, aí quando minha irmã Iracema veio do trabalho pro almoço, perguntou do violão e com a voz triste disse que o dinheiro não tinha dado para comprar, ela me perguntou quanto faltava eu disse que faltava a metade, aí ela virou para papai e disse:” eu dou a metade do que falta e o senhor dá a outra né papai? E sua resposta transformou aquele dia o mais feliz da minha vida. Não demorei muito pra escolher, pois toda semana eu ia à loja olhar e já sabia o que queria. Desse dia em diante, passava todo tempo livre que eu tinha, trancada na garagem praticando as primeiras notas musicais, que meu cunhado Walter, músico trompetista tinha me ensinado. O segundo violão ganhei da minha mãe, ela pagou em 10 vezes no crediário das lojas pernambucanas, mas era o melhor e o mais bonito que tinha na loja. E foi com esse violão que comecei a tocar nos barzinhos que tinha na concha acústica de Serra Talhada. Um dia esse violão sumiu de minha casa em Juazeiro/BA misteriosamente, e isso ainda hoje dói meu coração. Meu primeiro violão está na casa da minha mãe pendurado na parede do quarto.

A ATLETA: Fiz parte dos times de handebol dos colégios Cônego Torres, Methódio Godoy e da seleção de Serra Talhada. Comecei jogando como goleira e depois como pivô. Acordava todos os dias às cinco horas da manhã, pegava meu violão e ia pra quadra treinar, e enquanto o treinador e o resto do time não chegava, ficava praticando as músicas que Marly Caiçara me ensinava. Recebi convites para jogar Futebol de campo e salão pelo Esporte Clube de Recife ( meu time do coração), ainda pensei em ir jogar futebol fora do Brasil, aí quebrei uma perna e desistí da carreira de atleta.

O FESTIVAL: Em 1982, fiz parte da banda Arco-Íris, formada por colegas do colégio das freiras no bairro de água Rasa, onde eu estudava o colegial. Nesse ano teve o festival de música do colégio, e ganhei o primeiro lugar como intérprete. Além de um troféu e um disco da Bárbara Streisand autografado pelos jurados recebido como prêmio, ganhei algo muito mais importante do que tudo, o incentivo de Laurindo Salvador Júnior, filho do maestro Laurindo Salvador do programa Silvio Santos, que fazia parte do jurado, e os aplausos do público, aplausos estes que me fizeram ver que era esse mesmo meu destino; cantar, cantar e cantar.

A RAINHA DA SERESTA: Foi na cidade de Petrolina que Evanilson (Cancãozinho), locutor da PETROLINA FM, meu amigo e contratante me batizou como A RAINHA DA SERESTA. Em 1989, vim morar em Juazeiro/BA, onde resido até hoje.

Menu

Links

Icq Status